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domingo, 26 de junho de 2011

Cantiga de inverno

Um dia lhe dei uma flor
Esta você recusou
Um dia lhe convidei pra sair
Mas você não quis ir
É verdade que não desisti
Numa certa manhã despertei
E seu sorriso estava ali
Plantando certeza
Germinando beleza
De uma história comum
Onde dois resolvem ser um
É quando nascem os problemas
E as dificuldades tornam-se poemas
Românticos, trágicos, eróticos ou não
Abdicação é necessária
Reconheço nas minhas falhas
O peso do seu perdão
Na finitude do eterno
Parabéns meu amor pelo seu
Vigésimo quinto inverno!

sábado, 25 de junho de 2011

11 de Setembro

A noite chega
bem de mansinho
vou entendendo,
compreendendo algumas
contradições, distantes
da mira, da vida, confusa
de olhares perdidos
não distraídos,
que pouco percebem,
que o voto não vale de nada.
Democracia
preste atenção, 
o voto é nosso,
mas o governo, não é não!
Estude o Chile
com o Allende
Entende?
Salvador, até no nome
queria por fim
na angustia da fome,
Iniciar uma outra loucura,
socializar a economia chilena
de forma pacifica,
plenamente politica.
11 de setembro
já foi esquecido
nada pacifico,
o cerco se fecha
abre a cortina
eis Pinochet,
esmagando o sonho,
invadindo La Moneda
game over Allende
dizimando milhares,      
mulheres e homens
sucumbiram as forças
armadas ou não
botaram fim
na revolução.
Sei não...

Desejo

Meus lábios estão secos
Sinalizando a falta dos seus
O peito aperta rapidamente
Ao fechar os olhos você está em minha mente,
Roubando-me a concentração
Na aula disperso me encontro,
Descrevendo no papel, este momento
Que talvez alivie o que me atormenta.
Você está tão perto, ao mesmo tempo
Tão distante,
Agora um gênio seria interessante
Num instante solicitaria um desejo
De tela aos meus braços, e
Olhar no fundo dos seus olhos
Encantar-me profundamente,
Esquecer tudo que se tem na mente,
Abraça-la e beija-la loucamente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

poente

Me de um gole

Disso que faz esquecer

Que talvez aqueça

A solidão compartilhada

num trem lotado...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A arte da representação política

Rompe o peito
causando pavor
aos curiosos
desavisados
que perambulavam
na aurora,
entretanto hoje
no ser humano
ecoa o suspiro
ultimo, enquanto
escorre a lagrima
no canto do rosto
apático que outrora
tinha vida.
Amontoados, tratados
pior que bicho,
feito lixo,
inerte e mal cheiroso
tem hora que incomoda.
É quando reunisse
sem esforço
uma pífia indiferença,
era apenas mais um
ou um a mais
tanto faz,
nunca importou,
feche o vidro,
mude o canal,
acelere.
Porque não
vire o rosto,
deixe tudo,
delegue para alguém,
como sempre
eles decidiram tudo
não há motivos,
para se preocupar..

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Apesar de tudo, descobriram que era humano.

Brown na Globo e pela Nike.

Acho que é essa é uma polêmica, que serve para ampliarmos os horizontes. Muito se fala se os caras mudaram ou não. Todos mudamos eu não sou mais “aquele moleque que sobrevive como manda o dia dia e que ta na correria”, e que foi no final da década de noventa para o movimento social, esperando encontrar os caras que ouvia no radio de pilha. Racionais, Thaide, GOG, Visão de Rua, Cambio Negro, Faces da Morte, enfim uma legião de manos e minas que não eram apenas cronistas de uma realidade esquecida.

Quando milhares de jovens inspirados por estes e outros “militantes” do movimento hip-hop, montaram suas posses, tanto os ilustres porta vozes do gueto, quanto os desconhecidos guerreiros, buscavam sim uma melhora no contexto social.

Ninguém escutava “preste atenção” do Thaide e DJ Hum, da mesma forma que escutava os hits do mercado no momento, “Homem na estrada” não virou um hino nas quebradas, por que era gostosa de ouvir.

Todos os manos que foram marginalizados por assumirem que faziam parte de um movimento e por isso seu estilo era diferenciado, a calça larga e a camiseta ecoavam, para o sistema como forma de protesto da mesma maneira que a sua dança, sua musica e seus desenhos.

Enfim, o mesmo sistema que outrora era criticado, hoje é aceito por muitos que um dia se postaram contra ele ferozmente, mesmo que de forma inocente. O mercado hoje não é menos cruel do que em 90, ainda nas quebradas a vida não mudou, apesar do bolsa família.

Podemos dar as mais variadas desculpas, mas o pé do nosso ídolo é de barro, gostemos ou não o Brown é um grande artista, apenas um grande artista. E como muitos outros artistas sucumbiu aos prazeres do mercado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Influência poética

Sublime desfila,
Alegre
Entre tantos
Transeuntes,
Com seus rijos
Seios,
Intumescidos
Sob um fino vestido,
Destes
Que são meros detalhes.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ta bom!

Ponto final,
Na métrica,
Na réplica,
Sem tréplica.

Ao menos...
No mais...
Nem mais,
Nem menos,
Subjetiva.

Idéia reclusa
Na angustia,
Constante,
Abruptamente,
Interrompida.

Apenas um
Ta bom!
Suave,
Discreto,
Irônico
E devastador.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dilemas vulcânicos*

Repousava o homem
Com sua arrogância
Sentado no mundo,
Contemplando a imensidão
Das suas conquistas.
Soberano sobre a terra
Dominava
Além dos seus iguais,
A terra das minhocas,
Os mares dos peixes,
O céu das aves,
Chegou até a lua
Dos amantes;
Pode prolongar a vida
Da mesma forma que a abrevia.
Dono de si
Proclamou a morte
Do mito que criaste
Em épocas de insegurança.
Todavia agora é diferente,
Julgava inquestionável
Seu inabalável reinado
Mas do mesmo continente
Velho em sua prepotência
Brotou do âmago da terra,
Uma nuvem passageira,
Mais densa do que a verdade
Mais cinza do que os fatos.
Somos parte,
Não o todo!
Naturalmente descartáveis
Nos condena a natureza.

____________________________________________________
*Dedicado ao vulcão islandês que parou o trafego aéreo na Europa.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vida?

Procura incansavelmente
Respostas,
Nem sabe ao que.
Mas não desiste
Ao contrário
Sempre persistente,
Na luta diária
Que a vida
Impõe.
Não nasceste
Coroado com talco e brilhantes.
Que pena, perdeu
Não há mais chances,
Poucas oportunidades
Será-lhe oferecida.
Muito provavelmente
Terás um teto salarial
Que alcançaras,
É verdade
Sem precisar pular.
E pode ser que lhe garanta
O “equivalente geral”
Que permitirá
Ter acesso a “ração básica”
Para se manter em pé.
E feliz pela vida
Que vive
Vivendo o sofrer
Da vida que segue
Despercebida
Em números
Estatisticamente
Sem mente
Mas viva.
Ó...
que vida?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Linda Paixão

Elo entre dois corações

Permeiam varias canções
Um só destino
Dois caminhos em um
Segundo vão ao céu.

Pensamentos flutuam se perdem
Corpo e alma se rendem
A melodia tocada pelo cupido
Despercebidos ouvem a mais bela canção
Regida pela batida do coração
Caminhos lentamente começam
A unificarem em um só ponto
Na magia misteriosa
Que a vida reserva para todos.

Novos, velhos, negros, brancos, homens e mulheres
Ninguém viveu ou viverá sem está luz
Que une alegra fortifica e conduz
A um só destino
(dois caminhos em um)
Que em segundos leva dois apaixonados ao céu!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bem Me Quer x Mal Me Quer

Numa singela tarde
dessas de um dia qualquer,
brincou a vida, de bem me quer.
Mas fadas e bruxas não se entenderam,
por isso os querubins nem se atreveram.
Jogados a sorte estão os amantes,
depois de idas e vindas ficaram distantes,
esqueceram o porquê, contemplam a lua
e não vêem mais graça em cantarolar na rua.
O feio que antes era belo,
desvela agora a falta de elo.
Já se passaram diversas primaveras,
o inverno parece ter chego deveras,
no peito ambíguo, dor e saudade
não se amam mais com ímpeto e vontade!
Numa singela tarde
dessas de um dia qualquer,
brinca a vida, de mal me quer.

terça-feira, 30 de março de 2010

Como és bela!

Como és bela
                      Ó minha amada,
          Como és bela!
Seus olhos,
           hipnóticos.
Sua pele,
           macia.
Sua voz,
           sedutora.
Seu cabelo,
          envolvente.
Sua fala,
           melodiosa.
Seu sorriso,
          arrebatador.
Junto ao seu beijo formam,
         a mais bela sinfonia amorosa.
Você ó minha amada,
         já conquistou
e iluminou
         meu coração.
Como és bela!
          Ó minha amada,
                                   Como és bela!

domingo, 28 de março de 2010

Oferenda ao burguês

O majestoso indubitável burguês,
reconheço suas glórias.
Não vou assumir uma postura recalcada
com o intuito de profanar sua grandeza.

Olho ao meu redor e fico aparvalhado
com todos os seus feitos,
emociono-me!
Com ronco suave, forte e agressivo de seus motores,
tornou-nos, o mais veloz dentre os animais.

Não há como negar o evidente
em poucos séculos conduzira a humanidade
à avanços como nunca. Incomparáveis!
Sem medo desafiou os pássaros
com a pujança de suas turbinas.

O que são as pirâmides comparadas
aos seus arranha céus,
suas pontes quilométricas,
seus túneis quase intermináveis
e seus trens que se confundem com balas.

Não sou tolo!
não posso ir contra os fatos,
tu conseguiste dar claridade a noite
tornando a lua um mero detalhe aos amantes,
sem esquecer que até os mais velhos destes
ungiste com seu poder de criação,
apenas um comprimido e a noite está salva.

Não há como não ceder aos seus encantos,
produzes alimentos como nunca,
tivemos o prazer de conhecer a existência da abundancia
até uva tu fez brotar no sertão.

Ao associar tecnologia
aos conhecimentos milenares da medicina
está perto de ressuscitar os mortos
ou porque não, garantir a vida eterna.
Infindáveis são suas construções e conquistas


Lua? Não! rumo a marte...
Ó meu caro burguês
Olho para tudo o que realizaste
e reconheço teu esplendor.

Ofertaria-me para o sacrifício
se tu não tivesse esquecido de um único detalhe,
que só ocorreu por um mero descuido,
que uma parte considerável da humanidade
a mesma que tornaste seus sonhos em realidade

não tem o direito,
não lhe é permitido,
não foi convidada,
a sentar a sua mesa
e partilhar da fartura de seu banquete...

Ó majestoso indubitável burguês!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nem tudo acaba depois que inicia

Nem todo fim é um parto;
Nem mesmo todo desejo um fardo;
Na luta da razão,
Com a dês-razão,
Da lógica racional,
Com a vontade animal.
O superego reprime o id,
Aos gritos e a machadada!