quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O tempo

O tempo só é problema
Pois somos finitos
A finitude é como maldição
Não há nada o que fazer
O tempo passa
Alias já passou
O próximo segundo
Já foi...
Não volta
Voltar atrás
Não é possível
Recomeçar talvez...

Impotência

Não sei ao certo
Se acertei a escolha
Estou no caminho
Porém perdido,
Feito cachorro
Dando voltas
Perseguindo o rabo.
Busquei a virtude
E distanciei de mim
Olho no espelho
Sem o pesar da culpa
Mas, leve?
A vida?
Não...

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A fala, feri ou Cantiga do abutre

Palavras? Não, pedradas.
De certo, mal intencionadas
Feri, geram hematomas
sintomas
Profundos na eloquência

Simples ou um corte profundo
A esmo machucam
Torturam,  magoam
Da face o sangue escorre
Com o movimento dos lábios

Instantaneamente.

Laço

Mais difícil do que fazer um laço
É desfazê-lo,
Olhar ele pronto e acabado
Com suas curvas e voltas perfeitas
Não queremos imagina-las desfeitas
Mas nem sempre o laço
Nos, é apropriado ao momento.

Sorriso

Ao despertar me deparei
Com seu sorriso e me encantei
De mim, me perdi
Em você, me encontrei.

Controvérsia

Sua boca diz sim
Seus olhos não.
Sonhos são sonhos
Pesadelos não.
Minha vaidade guia
Egoísmo e controle
De algo que pertença
Talvez a subjetividade.
Desnorteado e sem rumo
A deriva em dor
Busco força e acalanto
No germe do amor
Superar e seguir em frente
Sem perder a ternura
O concreto, o fato ameaça
Mas o que machuca mesmo
São as proteções e omissões.
Por amor protegemos
Por amor omitimos
Por amor negamos
A nós e ou outro
Com ciúmes
Nos perdemos
Degeneramos
Em alucinações
E fantasias.
Ou não...