quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Reinventar o velho

Depois alguns anos
as coisas não são mais as mesmas
as labaredas agora por vezes e muitas são como brasas,
não há mais aquela inocência que busca a descoberta.
As flores passam despercebidas, tornaram-se comuns,
os telefonemas noturnos não causam mais suspense
são aguardados, mas por outras razões...
Por um descuido inconsequente e inevitável
se faz necessário reinventar o velho

Depois alguns anos
o toque já é aguardado,
a próxima cena é mais do que conhecida.
O enroscar dos corpos ganhou lógica
profissionalizou-se, o ato da peça que transcende
O cheiro do travesseiro começa a incomodar
no mesmo instante que o ranger da cama torna-se incomodo
Não se trata de sair caçando a culpa
apenas se faz necessário reinventar o velho

Depois alguns anos
Ao ouvir a canção "acontece" que tenho certeza
que quero e que devo fazê-lo, pois
não posso lhe dizer para esquecer nosso amor
é inegável que tudo no mundo acontece
e que por horas chego a pensar se é possível não mais lhe amar
não quero fazê-la chorar, nem sofrer, pois você não merece
Não podemos negar que chegou ao auge,
entretanto nossos corações não estão frios
e contrariando o poeta nosso ninho de amor não está vazio
então ainda há tempo de reinventar o velho

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Desejos parte II

Num momento repentino,

Podemos culpar o destino.

Dois corpos atraídos

Unidos pela alma

Poucas palavras,

Muita caricia.

Sussurrar...

Nos ouvidos se faz presente

Os lábios percorrem o corpo inteiro,

Milimetricamente

A língua toca pontos vitais.

Para a perca da razão

Em meio, toques, caricias e beijos!

O Danone aparece na hora certa

Cobrindo, moldando e dando sabor a paixão.

Perdido em seios, chantili e morango.

A preliminar vai tomando forma

A razão se desfaz completamente

O desejo então toma conta

Dois passa a ser um

Junção perfeita,

Os sinos tocam

Seios, mãos, bocas, línguas, pênis e vagina.

Completam-se perfeitamente

Abolindo preconceitos

Dando asas à vontade.