domingo, 28 de agosto de 2011

Involução

Grita o silêncio
No vale oculto
Das trincheiras dos Eu’s,
Enquanto o nós
Em eterna construção
Busca abrigo
Em meio às facas,
Egoisticamente arremessadas
Por interesses privados
Cunhados na imbecilidade
De um que por fraqueza erra
Do outro que no erro,
Busca a igualdade
Justificada pela ação
Anteriormente proferida
Contra tudo e todos,
Fincando a bandeira
De quem caga mais fedido!

sábado, 6 de agosto de 2011

Fênix

Chama em chamas
o prazer em atos,
fatos concretos
de gemidos ao luar,
sublinhando o gozo
de amantes,
inconsequentes na ternura
de estrelas cadentes,
carregadas de desejos,
lascivos e nocivos,
aos falsos pudores,
que negam os fatos
e interrompem os gritos,
mas não cessam,
o coito!