sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nefasto

Será que nos calam
Qualquer preço
Faz um canalha
Herói
Falam, gritam e esperneiam
Mas arreganhada
Está à falsa moral
Daqueles que vestem
A burca, o véu
E pedem perdão
Durante a orgia
Desenfreada.
Passos,
Ruídos e
Gritos,
Nada disso distrai
Essas mentes
Insanas,
Profanas e
Falsamente incorruptíveis.
São movidos
Por prazer
Imediatos ou não
Que diferença faz
De qualquer maneira
É isso que vale?

domingo, 28 de agosto de 2011

Involução

Grita o silêncio
No vale oculto
Das trincheiras dos Eu’s,
Enquanto o nós
Em eterna construção
Busca abrigo
Em meio às facas,
Egoisticamente arremessadas
Por interesses privados
Cunhados na imbecilidade
De um que por fraqueza erra
Do outro que no erro,
Busca a igualdade
Justificada pela ação
Anteriormente proferida
Contra tudo e todos,
Fincando a bandeira
De quem caga mais fedido!

sábado, 6 de agosto de 2011

Fênix

Chama em chamas
o prazer em atos,
fatos concretos
de gemidos ao luar,
sublinhando o gozo
de amantes,
inconsequentes na ternura
de estrelas cadentes,
carregadas de desejos,
lascivos e nocivos,
aos falsos pudores,
que negam os fatos
e interrompem os gritos,
mas não cessam,
o coito!

domingo, 26 de junho de 2011

Cantiga de inverno

Um dia lhe dei uma flor
Esta você recusou
Um dia lhe convidei pra sair
Mas você não quis ir
É verdade que não desisti
Numa certa manhã despertei
E seu sorriso estava ali
Plantando certeza
Germinando beleza
De uma história comum
Onde dois resolvem ser um
É quando nascem os problemas
E as dificuldades tornam-se poemas
Românticos, trágicos, eróticos ou não
Abdicação é necessária
Reconheço nas minhas falhas
O peso do seu perdão
Na finitude do eterno
Parabéns meu amor pelo seu
Vigésimo quinto inverno!

sábado, 25 de junho de 2011

11 de Setembro

A noite chega
bem de mansinho
vou entendendo,
compreendendo algumas
contradições, distantes
da mira, da vida, confusa
de olhares perdidos
não distraídos,
que pouco percebem,
que o voto não vale de nada.
Democracia
preste atenção, 
o voto é nosso,
mas o governo, não é não!
Estude o Chile
com o Allende
Entende?
Salvador, até no nome
queria por fim
na angustia da fome,
Iniciar uma outra loucura,
socializar a economia chilena
de forma pacifica,
plenamente politica.
11 de setembro
já foi esquecido
nada pacifico,
o cerco se fecha
abre a cortina
eis Pinochet,
esmagando o sonho,
invadindo La Moneda
game over Allende
dizimando milhares,      
mulheres e homens
sucumbiram as forças
armadas ou não
botaram fim
na revolução.
Sei não...

Desejo

Meus lábios estão secos
Sinalizando a falta dos seus
O peito aperta rapidamente
Ao fechar os olhos você está em minha mente,
Roubando-me a concentração
Na aula disperso me encontro,
Descrevendo no papel, este momento
Que talvez alivie o que me atormenta.
Você está tão perto, ao mesmo tempo
Tão distante,
Agora um gênio seria interessante
Num instante solicitaria um desejo
De tela aos meus braços, e
Olhar no fundo dos seus olhos
Encantar-me profundamente,
Esquecer tudo que se tem na mente,
Abraça-la e beija-la loucamente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

poente

Me de um gole

Disso que faz esquecer

Que talvez aqueça

A solidão compartilhada

num trem lotado...