Translate

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Julho

Até quando a neblina vai ofuscar o horizonte?
Quantos quilômetros faltam até o destino?
Nos colocamos problemas que são insolúveis?
Felicidade, somente isso peço no momento.
Não!? Talvez um sorriso largo e debochado, ao menos.
Não sei o sentido, mas seguirei buscando.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Porvir


No ponteiro do relógio
O porvir se anuncia
Dez graus marca o termômetro
Com os pés gélidos
Como as pontas das orelhas
Lhe devoro
Em pensamentos insanos
Percorro os detalhes das curvas
Sussurro palavras dispersas
Alimento as brasas
Incendiando o espírito
Erupção de desejos
Por onde seguir?
Em êxito, atônito
Ambicionando a materialidade
Do desejo impudico
No porvir.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Oração Ateísta


Queridos amigos:

Que nas pequenas e corriqueiras ações do dia a dia, me ajudem a ser mais solidário!

Que sua amizade me encoraje nos momentos difíceis!

Que perante as angustias inevitáveis da vida, apenas a lembrança da nossa amizade me edifique novamente!

Ao errar que possa contar contigo, muitas vezes não só apontando-me os erros, mas me arrastando para o certo pelas orelhas se for necessário!

Que estejam todos do meu lado nos momentos de alegria, para que juntos possamos festejar a vida!

Queridos amigos saibam que sempre estarei (perto ou longe) pronto para celebrar nossa amizade, até o fim de nossos dias!

Que assim seja para todos os amigos, por toda a existência!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jeito Clarice


Com seu jeito Clarice
Meio falcão
Fez um uploud
Em minha mente
Adentrou
Na minha tela
Causando estranhamento
Um convite ao novo
Um violão
Uma franja
Um olhar
Resultam em canções
Singelas na complexidade           
Do cotidiano das relações
Humanas, obviedades
Cantadas feito contos
Captando da vida
Momentos belos ou não
Transfigurando-os
Em arte.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Do outro lado do texto


Logo depois de escrito
inicia-se o abismo
entre o texto
e seu autor.
O leitor
franze a testa,
fixa os olhos
se prepara.
Relembra o autor
e começa suas
conexões
e
julgamentos,
busca sentido
atribuí caminhos,
exalta
ou
exclui.
Nasce
assim
a
critica. 

domingo, 8 de abril de 2012

Alta complexidade, simples!


Sussurra o conflito em dias de festa:
Para onde caminha perdida a humanidade?
Na relação entre viver e sonhar
Aprisiona milhões em beneficio de poucos
No topo além das nuvens, vislumbram
poucos
Na base amontoados e famintos, celebram
muitos

Ofendem-se com o espelho
Revelando as rugas dos séculos,
Multiplicam-se aos bilhões
Inversamente aos gafanhotos,
Em sua lógica de consumo
Apenas centenas
Devastam

Das sobras e das migalhas
Brotam
Caridade
                Filantropia
                               Tecnologia social

Muitos sonham em nascer
Cachorros
Desses que frequentam Pet shop
Tem roupas para o frio
Ração para cada fase da vida
Pessoas que adotam com amor,
Sem os devolver quando latem demasiadamente
Até hotel quando não podem acompanhar seus donos
Entre um bolero e um funk
Nas certezas incertas da humanidade
Desfila o conflito, esbelta e confiante.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Metrópole

De frente ao espanto
um suspiro repentino,
em seu vestido azul
presença marcava,
arrematava olhares,
seguia imponente
cortando a metrópole,
meio a multidão
desconhecida,
alimentava pensamentos,
sensações.
Desejos!
Inveja!
Talvez percebia
ou não, talvez?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Somos todos Pinheirinho

Na face cansada
e olhar triste,
mãos tremulas
árdua indecisão,
o que fazer ?
para onde ir?
desistir ou resistir?
ocuparam sim,
invadiram não!
policia trabalha
gás, bomba e tiro,
sem pensar
ou sentir,
cumpra-se a lei!
crianças, famílias,
interrompidas histórias,
corre, foge
sem casa,
teto e esperança!
mas, espera ai
tem algo errado,
justiça é pra todos?
um peso, duas medidas,
truculência de um lado,
impunidade de outro,
colarinho branco,
faz e desfaz,
ação entre amigos!
Naji amarras
vidas e mata os sonhos
privadas propriedades
interesses mesquinhos
decisões parciais
a justiça é cega,
porém tem bolso
e conta bancaria
de um lado
a lei foi cumprida
do outro
desespero, violência,
desamparo e luta!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Nefasto

Será que nos calam
Qualquer preço
Faz um canalha
Herói
Falam, gritam e esperneiam
Mas arreganhada
Está à falsa moral
Daqueles que vestem
A burca, o véu
E pedem perdão
Durante a orgia
Desenfreada.
Passos,
Ruídos e
Gritos,
Nada disso distrai
Essas mentes
Insanas,
Profanas e
Falsamente incorruptíveis.
São movidos
Por prazer
Imediatos ou não
Que diferença faz
De qualquer maneira
É isso que vale?

domingo, 28 de agosto de 2011

Involução

Grita o silêncio
No vale oculto
Das trincheiras dos Eu’s,
Enquanto o nós
Em eterna construção
Busca abrigo
Em meio às facas,
Egoisticamente arremessadas
Por interesses privados
Cunhados na imbecilidade
De um que por fraqueza erra
Do outro que no erro,
Busca a igualdade
Justificada pela ação
Anteriormente proferida
Contra tudo e todos,
Fincando a bandeira
De quem caga mais fedido!

sábado, 6 de agosto de 2011

Fênix

Chama em chamas
o prazer em atos,
fatos concretos
de gemidos ao luar,
sublinhando o gozo
de amantes,
inconsequentes na ternura
de estrelas cadentes,
carregadas de desejos,
lascivos e nocivos,
aos falsos pudores,
que negam os fatos
e interrompem os gritos,
mas não cessam,
o coito!

domingo, 26 de junho de 2011

Cantiga de inverno

Um dia lhe dei uma flor
Esta você recusou
Um dia lhe convidei pra sair
Mas você não quis ir
É verdade que não desisti
Numa certa manhã despertei
E seu sorriso estava ali
Plantando certeza
Germinando beleza
De uma história comum
Onde dois resolvem ser um
É quando nascem os problemas
E as dificuldades tornam-se poemas
Românticos, trágicos, eróticos ou não
Abdicação é necessária
Reconheço nas minhas falhas
O peso do seu perdão
Na finitude do eterno
Parabéns meu amor pelo seu
Vigésimo quinto inverno!

sábado, 25 de junho de 2011

11 de Setembro

A noite chega
bem de mansinho
vou entendendo,
compreendendo algumas
contradições, distantes
da mira, da vida, confusa
de olhares perdidos
não distraídos,
que pouco percebem,
que o voto não vale de nada.
Democracia
preste atenção, 
o voto é nosso,
mas o governo, não é não!
Estude o Chile
com o Allende
Entende?
Salvador, até no nome
queria por fim
na angustia da fome,
Iniciar uma outra loucura,
socializar a economia chilena
de forma pacifica,
plenamente politica.
11 de setembro
já foi esquecido
nada pacifico,
o cerco se fecha
abre a cortina
eis Pinochet,
esmagando o sonho,
invadindo La Moneda
game over Allende
dizimando milhares,      
mulheres e homens
sucumbiram as forças
armadas ou não
botaram fim
na revolução.
Sei não...

Desejo

Meus lábios estão secos
Sinalizando a falta dos seus
O peito aperta rapidamente
Ao fechar os olhos você está em minha mente,
Roubando-me a concentração
Na aula disperso me encontro,
Descrevendo no papel, este momento
Que talvez alivie o que me atormenta.
Você está tão perto, ao mesmo tempo
Tão distante,
Agora um gênio seria interessante
Num instante solicitaria um desejo
De tela aos meus braços, e
Olhar no fundo dos seus olhos
Encantar-me profundamente,
Esquecer tudo que se tem na mente,
Abraça-la e beija-la loucamente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

poente

Me de um gole

Disso que faz esquecer

Que talvez aqueça

A solidão compartilhada

num trem lotado...